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domingo, 27 de setembro de 2009

Crônica: O dilema do gol

Estar perto de inserir uma esfera redonda dentro de uma área retangular para ter êxtase, pode parecer científico demais ou até mesmo esquisito demais para uma partida de futebol. Simplesmente, "balançar as redes" ou "escorar para o gol", poderiam resumir melhor o objetivo de milhares de jogadores ao entrarem em campo em suas partidas oficiais, sejam elas profissionais ou amadoras.
O jogador contemplado com este momento é alçado ao transe, pelo qual, por alguns momentos, torna-se mistificado, um ser capaz de realizar a alegria mais sublime de um torcedor. Em contrapartida, o mesmo atleta pode ser configurado como um inimigo da nação ou até mesmo ser considerado um traidor e carregar uma culpa desmedida, considerado o caráter esportivo do futebol.
E se o time adversário for o ex-time do atacante, a situação é piorada. "Seu traíra", "Volta pra..." são jargões tecnicamente utilizados para definir o jogado quando ele não consegue acertar o gol, oriundo mais por uma "falta de sorte" do que propriamente querer "jogar contra o patrimônio".O jogador que fica com o goleiro a frente e outros jogadores atrás querendo pegá-lo, pode até parecer gostar da situação. No entanto, ganhar a vida como o cara que tem a obrigação de enfiar a bola (fazer o gol), é ser ao mesmo tempo "herói" ou "mártir", é viver nos braços da torcida, ou ser esculachado pelos torcedores ao final da partida. É viver entre o yin e o yang. Enfim, para aqueles que escolheram esta profissão, só me resta desejar boa sorte.

Por: Rafael Bonetti

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Crônica: A alegria do futebol (e do EF!FC)

Qual outro esporte arrebanha tantos fiéis pelo mundo? O futebol. Mas isso deve-se a várias questões. Quem já não viu a famosa folha seca de Didi? Ou os dribles desconcertantes de Garrincha? São situações que alegram qualquer torcida por onde esses jogadores passam.
A mesma teoria se aplica a categoria futebolística do esquadrão alviverde toledano: quem nunca reparou na famosa bicicletinha do grande Pauleta? Há de se citar também aquele beijinho na bola, protagonizado pelo jogador Rafael. O jogador, ao dominar a bola, dava um beijinho na bola, abençoando-a. Este movimento desconcertava os jogadores adversários (eles não sabiam se riam ou se choravam). Só depois disto, é o que o jogador chutava a bola.
Outro grande momento, sempre lembrado pela querida torcida do EF!FC, é quando o jogador Deverçon Slater estava em campo. Nos jogos no qual ele estava presente, uma boa pedida era sempre trazer um tererê. Não tinha jogo em que o atleta não apresentava sua façanha, única no mundo futebolístico. Apelidade de "arranque do trator", o lateral saía em disparada pela extremidade do campo, levando tudo que encontrava pela frente. O mesmo só parava depois que, perto das proximidades da grande área, destrunchava seu famoso canudo, fazendo a bola parar ninguém sabe onde. Esta famosa jogada fazia o jogo parar uns 15 minutos, tempo suficiente para tomar um tererê.
Não há estudo científico apontando a graça da torcida em ver onze homens correndo atrás de uma bola. Ou talvez ninguém consiga apontar as razões desta duradoura paixão pela futebol. No momento, só existem razões para que ela continue perpetuando, tanto no EF!FC como no mundo, como o esporte mais contigiante de todos os tempos, seja por seus jogadores ou por suas jogadas.

Por: Rafael Bonetti